Escrito por forumblog em agosto 16, 2010 | Sem Comentários
Antônio
Como a Vale deseja atuar para realizar o mundo sonhado por Yunus (que o senhor elogiou).
Prezado Antonio,
A Fundação Vale atua no sentido de fortalecer o capital humano e contribuir para o desenvolvimento social e econômico das comunidades, por meio de parcerias com o poder público e a sociedade civil. Potencializa, assim, os investimentos sociais da Vale.
Seu principal propósito é deixar um legado de sustentabilidade em regiões onde a empresa está presente, agindo de forma a melhorar as condições socioeconômicas de suas populações.
As ações da Fundação Vale direcionam-se às áreas de infraestrutura (apoio às prefeituras na elaboração de projetos para reduzir o déficit de infraestrutura urbana e habitacional e na captação de recursos para sua execução), gestão pública (apoio aos municípios nos temas ligados ao planejamento e controle urbano, a regularização fundiária, a administração e finanças, gestão da ação social, saúde e educação) e desenvolvimento humano e econômico (fortalecimento das vocações econômicas regionais e da formação dos indivíduos através do esporte, da arte e do trabalho com qualificação profissional).
Para ter mais detalhes sobre a atuação da Fundação Vale, sugiro que você faça uma consulta à página 80 do Relatório de Sustentabilidade da Vale, clicando no link abaixo.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Juliana Perlingiere (FGV-SP/FIS – e-mail juperlin@hotmail.com)
1. Como a Vale lida com a questão da perda da biodiversidade na área de extração no oeste do Pará (Amazônia)?
2. Qual o modelo de desmatamento que a Vale acha ideal para o Brasil? O senhor disse que desenvolvimento não é igual a crescimento. O que seria?
Prezada Juliana,
A Vale investe fortemente em ações direcionadas à manutenção dos ecossistemas, à conservação das espécies e ao uso sustentável dos recursos naturais, contribuindo tanto para o atendimento das demandas atuais como para resguardar a qualidade de vida de futuras gerações.
Para isso, monitora e avalia de forma contínua o impacto de suas operações sobre os ambientes naturais, além de desenvolver tecnologias voltadas à melhoria da qualidade da recuperação de áreas mineradas, tanto na Região Amazônica como nas demais localidades em que atua.
Como parte de seu compromisso com a conservação da biodiversidade, a Vale protege 10.321 mil km2 de áreas naturais, quase 1,1 milhão de hectares, no Brasil e em outros países, incluindo sítios de propriedade da empresa, áreas arrendadas e Unidades de Conservação oficiais protegidas em parceria com governos locais.
Não acreditamos em um modelo ideal de desmatamento e sim no equilíbrio entre o desenvolvimento socioeconômico dos territórios e na manutenção da qualidade dos recursos naturais, da biodiversidade e da vida. Essa crença está na essência da empresa: a conservação do meio ambiente é fator fundamental de sua estratégia de sustentabilidade.
Nos documentos que envio anexo, você poderá conhecer em detalhes as principais ações desenvolvidas em prol da biodiversidade no Pará, bem como os projetos socioeconômicos realizados pela Fundação Vale na região.
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Carmen Magalhães (e-mail qivchi@ig.com.br)
Como empresas que pensam muito em lucros podem ser sustentáveis? Vocês acham que vocês estão investindo de acordo com as pegadas de vocês?
Prezada Carmen,
Lucro e sustentabilidade não são incompatíveis. Muito pelo contrário. O objetivo fim de toda atividade empresarial é a lucratividade, o que dimensiona inclusive o quão bem sucedida é a gestão do empreendimento e seu potencial de geração de emprego e renda.
O diferencial das empresas que têm o foco na sustentabilidade é que a obtenção do lucro se dá de maneira socialmente justa e ambientalmente responsável. É sob esta ótica que está a sustentabilidade do negócio da empresa e a sustentabilidade que ela proporciona à sociedade e ao meio ambiente.
A estratégia da Vale pressupõe a gestão do tripé básico da sustentabilidade – questões econômicas, sociais e ambientais – de forma integrada. O objetivo é que todos os seus negócios, particularmente as operações de mineração, produzam riquezas locais, regionais e globais e construam um legado positivo – não para compensar as pegadas da empresa mas para resguardar a qualidade de vida de futuras gerações.
Para que você entenda com clareza como tudo isso se processa na prática, sugiro que você conheça o Relatório de Sustentabilidade da Vale, que pode ser acessado no link a seguir.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Isabela Mariz (Para Rodrigo/Silvio/Janice – e-mail belamariz@hotmail.com)
Muitas empresas dizem ter responsabilidade socioambiental hoje em dia. Algumas estão, de fato, realizando um bom trabalho, outras nem tanto. Como é possível para o consumidor saber quais empresas estão fazendo um bom trabalho e qual trabalho é esse? E como saber quais empresas fazem uma propaganda bonita, mas não estão comprometidas com essas questões?
Prezada Isabela,
Empresas que atuam no mercado de forma responsável, sob o ponto de vista social e ambiental, costumam zelar pela transparência de suas atividades e fornecer regularmente informações claras e objetivas aos públicos com os quais se relaciona. Muitas delas prestam contas de suas atividades voluntariamente, por meio de relatórios de sustentabilidade.
Consultá-los é certamente a melhor forma de identificar como as empresas exercem a responsabilidade social e ambiental na prática, independente da propaganda que fazem.
Um dos modelos de relatório de sustentabilidade mais completos e difundidos mundialmente hoje é o da Global Reporting Initiative (GRI), rede independente com sede em Amsterdã, na Holanda, e com representantes em mais de 30 países.
Mais de 1000 empresas, entre as mais importantes do mundo, produzem atualmente seus relatórios com base no modelo GRI, sendo 60 delas brasileiras. Entre elas, está a Vale, com relatórios publicados desde 2006. Caso você tenha interesse em conhecê-los, clique no link abaixo
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/paginas/default.aspx
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Pedro Piero (UFRJ)
Conforme o senhor disse, crescimento é diferente de desenvolvimento e, por isso, é importante haver meios de compensação de impactos pelo social e ambiental. Como a Vale mensura tal sistema de compensação para prover desenvolvimento? Quais os projetos vigentes para isso?
Prezado Pedro,
Todos os empreendimentos que tragam impactos socioambientais às regiões em que vão ser implantados, em atendimento à legislação, realizam um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e um Relatório de Impacto de Meio Ambiente (Rima) e cumprem metas obrigatórias de compensação.
Com base nesses levantamentos e em outros estudos socioeconômicos e ambientais, a Vale avalia potenciais impactos de sua presença nas regiões desde a fase de licenciamento até a implantação de seus projetos. A esses estudos, somam-se os Diagnósticos Integrados de Socioeconomia realizados pela Fundação Vale em âmbitos local e regional.
Com eles, a empresa desenvolve voluntariamente vários programas para mitigar riscos e potencializar oportunidades nos territórios em que atua, estendendo as boas práticas e o desenvolvimento sustentável para muito além dos limites de suas operações e obrigações.
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Carmen Givani (Associação Equilíbrio Sustentável – givani@ig.com.br)
Será que após escutar Muhammad Yunus a Vale não poderia reformular os projetos que tem um fundo paternalista?
Prezada Carmen,
A Vale, de forma alguma, mantém projetos com fundo paternalista. Os investimentos que a empresa realiza na área social, através da Fundação Vale, são pautados por um forte compromisso com o desenvolvimento sustentável e baseados na crença de que, ao valorizar e potencializar ativos locais, podem fortalecer o capital humano e social, contribuindo para a redução das desigualdades sociais.
A Fundação Vale tem suas ações baseadas em três pilares: infraestrutura (apoio às prefeituras na elaboração de projetos para reduzir o déficit de infraestrutura urbana e habitacional e na captação de recursos para sua execução), gestão pública (apoio aos municípios nos temas ligados ao planejamento e controle urbano, a regularização fundiária, a administração e finanças, gestão da ação social, saúde e educação) e desenvolvimento humano e econômico (fortalecimento das vocações econômicas regionais e da formação dos indivíduos através do esporte, da arte e do trabalho com qualificação profissional).
Todos os programas e projetos desenvolvidos pela Fundação Vale a partir desses pilares são realizados por meio de parcerias com o poder público, a sociedade civil organizada e a iniciativa privada, respeitando a cultura e as características locais. O propósito de todos eles é deixar um legado para os indivíduos e para as comunidades que possa ser traduzido em melhoria contínua da qualidade de vida, mesmo que eventualmente um dia a mineração deixe de ser uma atividade local.
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Nathalia Figueiredo (nathalia.figueiredo@yahoo.com.br)
Dentro dos projetos sociais da sua empresa existe algum tipo de gestão voltada para o empreendedorismo social e ambiental e não apenas com visão de desenvolvimento econômico das comunidades? Em outras palavras, a gestão de desenvolvimento local está sendo mostrada a visão de um novo modelo ou está havendo uma repetição dos antigos conceitos de lucratividade e fim da pobreza financeira e a continuidade da pobreza de espírito?
Prezada Nathalia,
A Vale, por meio de projetos sociais desenvolvidos pela Fundação Vale, busca criar condições de aumento da qualificação profissional e de ampliação da geração de trabalho e renda nas comunidades atendidas, independente das atividades de mineração, através do empreendedorismo, do associativismo e da articulação necessária ao processamento e comercialização da produção local.
Nessa linha de atuação, as Estações Conhecimento são iniciativas de destaque. Núcleos de desenvolvimento que buscam dar sustentabilidade às vocações econômicas regionais, elas disseminam novas tecnologias e metodologias de aprendizado entre os profissionais e fortalecem cadeias produtivas com maior valor agregado e que possam ganhar escala de produção.
As biojóias produzidas pela cooperativa oriunda da Estação Conhecimento de Tucumã, no Pará, são um exemplo bem sucedido de como tudo isso funciona na prática. Os colares e brincos confeccionados com sementes de açaí, morototó, jupati e madeira vêm, aos poucos, passando a fazer parte do catálogo de vendas de algumas das mais importantes lojas do país.
Já na Estação do Conhecimento da Apa do Gelado, em Parauapebas, também no Pará, estão sendo construídos um núcleo rural e uma escola técnica agrícola, onde serão ensinadas formas de manejo da pecuária leiteira, da avicultura, da apicultura e de hortifrutigranjeiros, para dar apoio aos produtores.
São legados como esses, que respeitam as características e potencialiades locais, que a Vale pretende deixar para as pessoas e para as regiões em que mantém as suas operações.
Cordiais saudações,
Silvio Vaz
Adrianos
Dentro do conceito da sustentabilidade, ainda precisamos extrair mais recursos minerais do meio ambiente?
Não poderíamos aprender a viver com o que já temos? E criar sistemas variados de desenvolvimento humano, com objetivo de que os homens aprendam a viver com a natureza sem explorá-la?
Ao invés de criar uma vila, uma cidade em função de uma área de exploração ambiental?
Prezado Adriano,
Os recursos minerais são imprescindíveis para as atividades de diversos segmentos econômicos e componentes fundamentais para a garantia do nível de qualidade da vida das pessoas.
O minério de ferro, o carvão e o manganês, por exemplo, são insumos essenciais para a fabricação do aço, presente na indústria de base, nos transportes, nas construções e em várias outras atividades.
O níquel é utilizado na produção de aço inoxidável, além de ser utilizado em equipamentos eletrônicos e médico-hospitalares. O cobre está presente nas redes de telecomunicação e nos aparelhos de TV e celulares.
A bauxita é parte da cadeia de produção de alumínio, que faz desde embalagens a peças de avião. O potássio e a rocha fosfática contribuem para o aumento da produtividade da agricultura. O caulim é utilizado nas indústrias de papel, cerâmica e farmacêutica.
A Vale transforma recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável, atuando de maneira socialmente justa e ambientalmente responsável. A empresa preza a ética nos negócios, o respeito ao meio ambiente e a qualidade de vida nos territórios em que atua, contribuindo para a construção de um legado positivo para as futuras gerações.
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Adriana Boslov (Sulamerica Seguros)
Sabendo que o Brasil é um país com a melhor fonte energética, recursos minerais e naturais, uma economia forte e pessoas extremamente criativas (mas talvez com foco errado) como fazer que sejamos essa potência que todos dizem que o Brasil é? E como indivíduos podem forçar o governo a fazer melhor como fizeram os caras pintadas dos anos 80?
Prezada Adriana,
O Brasil está entre os cinco países com maior população e maior extensão territorial do mundo., abriga a maior biodiversidade do planeta, possui uma economia ainda com grande potencial de crescimento, reconhecida internacionalmente, e uma população fortemente criativa e empreendedora.
A Vale reconhece esses e outros importantes indicadores socioeconômicos de que o país caminha no sentido de tornar-se uma grande potência. Mais que isso: acredita piamente que diante de recursos naturais e humanos tão plenos de riqueza essa trajetória será breve e muito bem sucedida.
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Marina Mendes (marinapecoraro@gmail.com)
Existe uma preocupação da Vale de preparar a gestão pública, ou melhor o prefeito e os vereadores para administrar o montante de dinheiro gerado pelos impostos pagos pela Vale?
Prezada Marina,
A Vale não apenas se preocupa com a preparação dos gestores públicos como também desenvolve, através da Fundação Vale, vários projetos para apoiar os municípios na aplicação mais eficiente dos recursos gerados pelas atividades de mineração, possibilitando o direcionamento desses recursos especialmente para as áreas de infraestrutura e ordenação urbana, educação, saúde e segurança.
Através Fundação Vale, a empresa apoia também as prefeituras na redução dos déficits habitacional e de infraestrutura urbana (saneamento básico, tratamento de resíduos sólidos, drenagem e pavimentação), por meio da elaboração de projetos executivos e da articulação para a captação de recursos disponíveis nas esferas federal e estadual de governo, como, por exemplo, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Até dezembro de 2009, 72 projetos executivos haviam sido concluídos ou estavam em elaboração para 40 municípios do Pará, Maranhão, Espírito Santo e Minas
Gerais, principais áreas de atuação da Vale no Brasil. Desses projetos, 30 já foram
protocolados para repasse de recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal brasileiro.
Caso seja do seu interesse, você pode obter mais detalhes da articulação da Vale com o poder público e com a sociedade civil no Relatório de Sustentabilidade, que pode ser acessado no link a seguir.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Renata Pereira (UNIPLI – renatagejambiental@gmail.com)
Sabedores que a matéria prima explorada pela Vale é finita, pergunto:
Há algum programa social voltado para as famílias da localidade de exploração para o momento em que a empresa se retirar de lá?
Por favor, cite algo que é feito na área explorada/degradada depois que os recursos naturais se esgotarem.
Prezada Renata,
O propósito da Vale é transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável, contribuindo para a construção de um legado positivo para a população das regiões em que atua, independente das atividades de mineração.
Por meio da Fundação Vale, a empresa realiza diversos programas e projetos que visam fortalecer o capital humano e contribuir para o desenvolvimento social e econômico das comunidades, por meio de parcerias com o poder público e a sociedade civil.
Estes programas e projetos buscam criar condições de aumento da qualificação profissional e de ampliação da geração de trabalho e renda nas comunidades atendidas, sem relação direta com a mineração, através do empreendedorismo, do associativismo e da articulação necessária ao processamento e comercialização da produção local.
Nessa linha de atuação, as Estações Conhecimento são iniciativas de destaque. Núcleos de desenvolvimento humano e econômico que buscam dar sustentabilidade às vocações econômicas regionais, elas disseminam novas tecnologias e metodologias de aprendizado entre os profissionais e fortalecem cadeias produtivas com maior valor agregado e que possam ganhar escala de produção.
As Estações Conhecimento atendem também a crianças e jovens, estimulando práticas esportivas (natação, atletismo, judô e futebol) e atividades culturais, além do convívio social e do empreendedorismo.
A preocupação com a sustentabilidade está presente em todos os projetos da Vale e contribuem para resguardar a qualidade de vida de futuras gerações.
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Carol Rocha (Por um Brasil Mais Justo – carolrochabrasil@gmail.com)
Sendo a Vale a maior empresa do Brasil, gostaria de saber qual a porcentagem do lucro anual destinado a causas sociais e ambientais?
Pessoalmente, você acha que a Vale poderia investir mais na nação que a fez uma das maiores empresas do mundo?
Prezada Carla,
A missão da Vale é transformar recursos minerais em riqueza e desenvolvimento sustentável, o que demanda uma estratégia sólida e integrada dos investimentos, a partir das dimensões econômica, social e ambiental.
No ano passado, a empresa investiu US$ 781 milhões em responsabilidade social, sendo US$ 580 milhões destinados à proteção ambiental e US$ 201 milhões a projetos sociais.
O volume total de investimentos em 2009 foi de US$ 9 bilhões, excluindo aquisições. Desse total, US$ 5,8 bilhões foram alocados em desenvolvimento de projetos, US$ 1,01 bilhão, em pesquisa e desenvolvimento e US$ 2,15 bilhões, na manutenção das operações existentes.
Caso seja de seu interesse, você pode obter mais detalhes sobre os investimentos sociais e ambientais da Vale em seu Relatório de Sustentabilidade, que pode ser acessado no link abaixo.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Polyanna Ribeiro (poly122@hotmail.com)
As ações sociais implantadas pelas empresas podem ser vistas como um diferencial competitivo no mercado? Ou ao seu ponto de vista são apenas atitudes em prol de mudanças tomadas por elas?
Prezada Polyanna,
As ações que sociais, assim como as ações voltadas à preservação do meio ambiente, têm sido um diferencial competitivo das empresas no mercado, na medida em que os consumidores estão cada vez mais exigentes, bem informados e conscientes da importância da sustentabilidade para a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.
Diante desse perfil de consumidor – e cidadão – certamente em breve as ações sociais e ambientais deixarão de ser um diferencial, tornando-se parte integrada e estratégica das atividades empresariais.
A Vale realiza diversas ações tanto no âmbito social como ambiental e, caso interesse a você conhecê-las, acesse o Relatório de Sustentabilidade no link abaixo.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Tiago Cupolillo (UFRURAL R1 – tcupolillo@gmail.com)
A empresa Vale é considerada por você uma empresa sustentável? Se sim, o que sei sobre seus projetos de sustentabilidade é principalmente o plantio de eucalipto e pinus, sendo que este plantio terá venda revertida novamente para a empresa. O que não melhora em nada a preservação da biodiversidade nacional.
Prezado Tiago,
O plantio de eucaliptos é apenas uma das ações do Vale Florestar, um dos vários programas que a Vale desenvolve na área ambiental. Para cada hectare eucalipto plantado, dois hectares são revegetados e protegidos. Em 2009, as ações de recuperação e plantio de terras arrendadas, por meio do Projeto Vale Florestar, no estado do Pará, atingiram um total de 570 km².
No total, a Vale protege atualmente 10.321 km2 de áreas naturais, incluindo sítios de propriedade da empresa (4%), áreas arrendadas (3%) e Unidades de Conservação oficiais protegidas em parceria com os governos locais (93%).
Considerando apenas a área ambiental, a empresa investe em ações direcionadas à manutenção dos ecossistemas, à conservação das espécies e ao uso sustentável dos recursos naturais. Para que você tenha uma dimensão do alcance dessas ações, o volume de recursos aplicados ano passado pela empresa na área ambiental foi de US$ 580 milhões,
A Vale realiza ainda, através da Fundação Vale, diversos programas e projetos que visam fortalecer o capital humano e contribuir para o desenvolvimento social e econômico das comunidades, por meio de parcerias com o poder público e a sociedade civil.
Caso seja do seu interesse, você pode conhecer em detalhes as ações da Vale tanto no âmbito social como ambiental no Relatório de Sustentabilidade, que pode ser acessado no link abaixo.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Gisele Leite (leite.gisele@gmail.com)
O tipo de projeto que o senhor citou de infra estrutura como iluminação, habitação, saneamento e educação são e devem ser de responsabilidade do governo. Trabalhando assim, a empresa não está correndo o risco de estar tomando para si uma responsabilidade que não é dela? Qual é o retorno que a empresa tem com a realização desses projetos.
Quais projetos são voluntários e quais são para cumprimento de condicionantes ambientais?
Prezada Gisele,
A Vale mantém vários projetos para apoiar os municípios na aplicação mais eficiente dos recursos gerados pelas atividades de mineração, possibilitando o direcionamento desses recursos especialmente para as áreas de infraestrutura e ordenação urbana, educação, saúde e segurança.
Mas não é a Vale que executa esses projetos. A empresa auxilia os prefeitos por meio da elaboração de projetos executivos e da articulação para a captação de recursos disponíveis nas esferas federal e estadual de governo, como, por exemplo, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Através Fundação Vale, a empresa apoia também as prefeituras na redução dos déficits habitacional e de infraestrutura urbana (saneamento básico, tratamento de resíduos sólidos, drenagem e pavimentação), por meio da elaboração de projetos executivos e da articulação para a captação de recursos disponíveis nas esferas federal e estadual de governo, como, por exemplo, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Até dezembro de 2009, 72 projetos executivos haviam sido concluídos ou estavam em elaboração para 40 municípios do Pará, Maranhão, Espírito Santo e Minas
Gerais, principais áreas de atuação da Vale no Brasil. Desses projetos, 30 já foram
protocolados para repasse de recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal brasileiro.
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Nathalia Figueiredo (nathalia.figueiredo@yahoo.com.br)
Quais são os projetos ambientais da Vale que minimizam de fato os impactos ambientais gerados na produção e no consumo dos produtos da empresa?
Prezada Nathalia,
Convido você a conhecer o Relatório de Sustentabilidade da Vale, para que você possa ter conhecimento detalhado de todos os seus projetos ambientais e respectivos impactos.
Para acessar o Relatório, clique no link abaixo.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Hernany Gomes
Colégio Santa Lúcia Filippini
mcastro.unesp@gmail.com
Como uma indústria pode crescer gastando menos capital, produzindo mais e proteger o meio ambiente ao mesmo tempo?
Prezado Hernany,
O propósito da Vale é transformar recursos minerais em desenvolvimento sustentável e a conservação do meio ambiente é um dos fundamentos de sua estratégia de sustentabilidade.
Em suas atividades, a empresa busca o equilíbrio entre a eficiência econômica e o uso de modernas tecnologias com a preservação a níveis máximos do meio ambiente e da biodiversidade.
Convido você a conhecer o Relatório de Sustentabilidade da Vale, para que você possa ter detalhes da estratégia da empresa em relação a projetos sociais e ambientais.
Para acessar o Relatório, clique no link abaixo.
http://www.vale.com/pt-br/sustentabilidade/relatorio-de-sustentabilidade/Documents/relatorio-de-sustentabilidde-2009.pdf
Cordiais saudações.
Silvio Vaz
Adriana Boscov (Sulamerica Seguros – Adriana.boscov@sulamerica.com.br)
Como colocado pelo André Trigueiro, bancos deveriam analisar melhor a quem dão crédito. Coloco um desafio para os patrocinadores desse evento que são os principais patrocinadores da maioria dos eventos para pensarem no impacto desses eventos quanto ao lixo gerado. Há 2 semanas atrás o evento Red Bull Race deixou 23 toneladas de lixo no aterro do Flamengo para a Comlurb limpar! Usem esses eventos para educar a população a fazer o seu papel. Estamos aqui falando de Comunicação e Sustentabilidade. Usem a Comunicação como meio de educar.
Isso é uma sugestão para a organização do evento responder e não para a Fundação Vale.
Escrito por forumblog em agosto 16, 2010 | Sem Comentários
1 – Felipe Freitas
e-mail autopoese@yahoo.com.br
Associação Terra Una
Quais foram as implicações e as conseqüências do filme Cidade de Deus para a comunidade?COM INTELECTUAIS E ESTUDIOSOS DA VIOLENCIA ANALIZANDO A REALIDADE ATRAVEZ DA FICCAO,MUITOS SETORES DA SOCIEDADE PASSARAM A AGIR DIFERENTE COM A COMUNIDADE.O SERVICO DE CORRERIO NAO FUNCIONAVA MAIS,A POLICIA FICOU MAIS VIOLENTA,PESSOAS TIVERAM MAIS DIFICULDADES PRA ARRUMAR EMPREGO… O que o filme transformou no bairro?NA VERDADE A FALTA DE UMA CONTRA PARTIDA CAUSOU UMA MOBILIZACAO INTERNA,Q AOS POUCOS VEM DEVOLVENDO A ELEVACAO DA AUTO ESTIMA COMUNITARIA.
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2 -Anna
e-mail annacaroldlb@hotmail.com
Bert Parlee falou que para educar tem que dar exemplos, como através de heróis da mídia (suer-homem, homem aranha, hobin-hood) e em uma música sua, você diz “os heróis da playbozada estão na televisão os heróis da criançada estão com fuzil na mão”. Na sua opinião, qual a esucação que pode ser dada para que possa ser revertido esse quadro?EDUCACAO COM QUALIDADE AO ALCANCE DE TODOS VAI SER FUNDAMENTAL PRA TRANSFORMACAO SOCIAL.POREM,HJ EH NECESSARIO DESEMBOLSAR MUITO DINHEIRO PRA TER ACESSO A UMA BOA EDUCACAO.NAO DEVERIA SER ASSIM…
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3 – Simone Weydtt
Petrobras
Como você se sente vendo artistas internacionais mostrando em seus clipes questões relativas ao consumo (dinheiro, carros)?EU NAO GOSTO MUITO NAO.GERALKMENTE O SOM EH RUIM,AS IMAGENS SAO BIZZARRAS…POUCA COISA DOS GRINGOS ME AGRADA.A CENA Q TA MUITO BOA EH A DO HIPHOP SULAFRICANO,CUBANO,SUECO E NO BRAZIL ,CLARO.
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4 – Ana Cristina Lima
e-mail anacriseslima@gmail.com
UERJ
O que você acha do projeto das UPPs (Unidade de Polícia Pacíficadora) no Rio de Janeiro?AINDA EH CEDO PRA UMA ANALISE APROFUNDADA,MAS ACHO Q PODE SER O INICIO DE UM NOVO RACIOCINIO.NO QUAL A POLICIA TEM UM PAPEL PACIFICADOR E NAO REPRESSOR GENERALIZADO COMO CONHECEMOS.EU,COMO INTUSIASTA DA PAZ,TORCO PRA Q DE CERTO.
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5 – Johane Gonaçalves
e-mail johanes@vivax.com.br
O Estadoenxerga as áreas pobres como um problema e você encontrou uma oportunidade para desenvolver as comunidades dessas áreas. Por que o Estado não tem esta mesma visão?A CUFA(central unica das favelas)INSTITUICAO DA QUAL FACO PARTE,TEM TIDO ESSA PREOCUPACAO,DE MOSTRAR AO PODER PUBLICO Q O NAO LUGAR PODE TBM PASSAR POR UMA TRANSFORMCAO SOCIO ECONOMICA APARTIR DE OPORTUNIDADES DE EMPREGO,ACESSO A EDUCACAO,SAUDE,TRANSPORTE,MORADIA.O BRASIL EH UM PAIS RICO E ACREDITO Q ATRAVEZ DE POLITICAS PUBLICAS BEM APLICADAS COM AUXILIO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS Q JA DIALOGAM NA OUTRA PONTA,AS AREAS MAIS POBRE VAO DEIXAR DE SER PROBLEMA,QUEM SABE ATE VIREM SOLUCAO.
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6 -Anônimo
O que você acha da ação do prefeito Eduardo Paes de pacificação das favelas?A PACIFICACAO SE FAZ COM UMA SERIE DE ACOES.A POLICIA JA CHEGOU,PRECISA CHEGAR OS OUTROS TENTACULOS GOVERNAMENTAIS,EU COMO MORADOR,ESPERO ANCIOSO POR ACOES DE LAZER,ESPORTE,MELHORAMENTO RADICAL NA EDUCAO,ATENDIMENTO MEDICO FUNCIONANDO AINDA MELHOR Q O ATUAL…
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7 -Nathalia Figueiredo
e-mail nathalia.figueiredo@yahoo.com.br
Em algum momento o tráfico interferiu no desenvolvimento da CUFA na Cidade de Deus?NAO.A CUFA NAO COMBATE O TRAFICO,COMBATE A EXCLUSAO SOCIAL.QUE RESULTA NUMA SERIE DE COISAS,INCLUSIVE O TRAFICO.
Como você disse, as questões sociais da favela não é caso exclusivo da polícia. Como você vê hoje a ação das UPPs e quais são os efeitos desta ação hoje na Cidades de Deus?ESSA JA FOI…
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8 -Andrea Araujo
Vimos na mídia o ocorrido com o cineasta Rodrigo Folha dentro de sua própria comunidade.
A falta de comunicação é de ambos os lados? Tanto do poder público quanto dos moradores da comunidade?
Na sua opinião, o projeto da UPP será sustentável dentro da CPP, depois do ocorrido?NAO SOU EU Q DETERMINO A PERMANECIA POLICIAL NA CDD,MAS SE ISSO TA OCORRENDO PRECISAMOS TRABALHAR PRA Q ISSO OCORRA DA MELHOR MANEIRA POSSIVEL PRA CONTRIBUIR COM UM ATO Q CONSIDERO BEM INTENCIONADO.
A CUFA TA PROMOVENDO UM CURSO DE OFICINAS DE AUDIO VISUAL E HIPHOP COM 45 POLICIAIS DA UPP CDD E 100 ALUNOS DA CUFA,INCLUSIVE O FELHA.A INTENCAO EH USAR O DIALOGO E A INTERACAO COMO PONTE.
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9 -Felipe Queiroz
email: fqueiroz85@gamil.com
UFRJ
A ação da UPP nas comunidades do Rio de Janeiro não acaba transferindo a criminalidade e marginalidade para outros locais, por exemplo, do Rio de Janeiro para as comunidades da Baixada Fluminense?EH VERDADE,JA LI ALGUMAS MATERIAS FALANDO SOBRE ISSO.Q TA TENDO UMA MIGRACAO DO CRIME,FAZENDO COM Q UMAS FAVELAS SEJAM PACIFICADAS E OUTRAS ATERRORIZADAS.
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10 – Autor desconhecido
Por que os projetos sociais são desenvolvidos e focados nas favelas da zona Sul e as áreas carentes fora não são “privilegiadas”?A CUFA TA NA CIDADE DE DEUS(zona oeste)COMPLEXO DO ALEMAO(zona norte)FAVELA DO SAPO(zona oeste)E MADUREIRA(zona norte)PRECISAMOS IR PRA ZONA SUL!!
Quase todas as artes estão envolvidas nos projetos de sustentabilidade. E o teatro? como e onde pode contribuir?
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11 – Mauro Fernandes
email intercambio@recicloteca.org.br
Ecomarapendi
Como a sustentabilidade chega até as comunidades? A terra chorou e derrubou o Morro do Bumba. Culpa do lixo!
Existem movimentos de reciclagem de lixo junto aos mais carentes? Funciona ou funcionará?ESSE EH UM TRABALHO Q PRECISA SER DESENVOLVIDO COM URGENCIA NAS AREAS MAIS POBRES.A DESINFORMACAO EH MUITO GRANDE!A TBM A NEGLIGENCIA EM ALKGUNS CASOS,MAS EM OUTRO OS PROPRIOS MORADORES PRECISAM ENTENDER Q O LIXO EM LOCAL ERRADO,CONSTRUCAO EM LOCAL DE RISCO,DESPERDICIO DE AGUA…TUDO PODE COLOCAR A SUA PROPRIA VIDA EM RISCO.
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12 – Carmen Givani
email givani@ig.com.br
AS Equilíbrio Sustentare
A CUFA está presente em quantas comunidades do Rio e quais são essas ações? E de que maneira podemos ter acesso?NOS 27 ESTADOS.E NO RIO ALEM DA CAPITAL TEM CIDADES DO INTERIOR,POR FAVOR ENTRE EM www.cufa.com.br NO SITE VC PODE TER ACESSO A TODAS AS BASES.
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13 – Fabiana Dupont
email: dupontfabi@gmail.com
O Tao do Consumo
Como conciliar o patrocínio de empresas não sustentáveis ou até poluidoras em eventos ambientais ou ONGs de âmbito ambiental ou social?PENSAR NA ORIGEM DO DINHEIRO EH COMPLICADO,MAS ACHO Q TBM PODE SER UMA CHANCE DE FAZER A EMPRESA TER UMA MUDANCA DE COMPORTAMENTO AMBIENTAL.
Elas passam nesses eventos a imagem de empresas comprometidas, mas o objetivo final é comercial.
É ético aceitar o dinheiro delas? Quem promoverá realmente a redução do consumo?
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14 – José Loureiro (ZECO)
zecorj@bol.com.br
Diante da vaidade humana haverá espaço para um mundo sustentável?EU TO NA TORCIDA PRA Q AJA UMA SAIDA SUSTENTAVEL PRA HUMANIDADE,MAS SINCERAMENTE TBM ACHO Q A VAIDADE HUMANA PODE ATRAPALHAR.
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15 – Lívia
lilapg@hotmail.com
Leroy Merlin
Você imagina alguma maneira prática de conscientizar a população brasileira, que sofre com desemprego, fome, falta de moradia, a inserir a sustentabilidade no seu cotidiano?PENSO EM ACOES INFORMATIVAS,NAO AS CONVENCIONAIS,MAS NUMA NOVA LINGUAGEM ,MENOS CARETA E MAIS POPULAR.
Escrito por forumblog em julho 28, 2010 | Sem Comentários
Universidade Patiguas UNP
Como a comunicação da juventude, de uma forma geral, pela mídia social é transformadora e fundamental se apenas uma parcela destes tem privilégio de acessá-lo?
Estamos em um processo. Informação, comunicação e comunicabilidades são elementos novos no prato social e cultural da juventude. O acesso a internet avança em todas as camadas da população. O Plano Nacional de Banda Larga é visto como outra boa nova nessa caminhada.
Claro, não podemos estar contentes nem acomodados, mas estamos avançando, sim.
Isso seria uma imposição de um conceito tipificado de atitude jovem?
Vejo esse conceito como superado, já que a relação social supera essa relação imposta.
E para se pensar em democracia digital deve-se primeiramente pensar em acessibilidade, em outras palavras, inclusão?
Sim perfeitamente. O acesso, sem o caminho, a chegada, a formação e a conquista do público alvo é infrutífero. De que adianta uma sala repleta de computadores em regiões, ou situações em que os jovens não tenham preparo didático ou motivação para utiliza-los?
Os flash mobs podem ser considerados redes sociais?
Sim.
Podem ser considerados efetivos, para a sustentabilidade ou ações voltadas para o social?
Os flash mobs se reinventaram ao longo do tempo e estão cada vez mais populares. O hip hop se reúne com freqüência utilizando esse conceito.
Rafaela Goltara
rafagoltara@yahoo.com.br
PUC Minas
As decisões políticas no Brasil em relação à sustentabilidade e preservação do meio ambiente são realizadas de forma democrática?
Creio que não, é um processo que esbarra nas amarras culturais do nosso País. Mas não podemos de lembrar que “Belo Monte” foi um sinal bem claro de que as coisas estão avançando nesse campo, e que a simples imposição dos interesses econômicos não podem ser utilizadas como “rolo compressor”.
O movimento hip hop tem espaço na mídia para se posicionar?
Nenhum movimento social como o hip hop terá espaço na mídia tradicional para se expressar na sua complexidade. A internet é uma boa nova, e com ela as redes sociais que há alguns anos começaram a ser descobertas e aproveitadas pelos adeptos do movimento. Nova revolução é “muda” , que significa: silenciosa e por mudança.
Ou só aparece, como a sustentabilidade, para os veículos de comunicação causarem boa impressão no meio comercial?
Os representantes do hip hop com espaço na grande mídia, ou não são verdadeiros interlocutores, ou por outro lado, têm a estratégia de utilizar os meios de comunicação para divulgarem seu trabalho e o movimento.
No segundo caso, considero uma estratégia arriscada, pois a mídia, representada pelos veículos de comunicação de massa acabam por ser referendados como apoiadores da cultura, do acesso e da justiça social, sendo lastreadas para acordos financeiros, principalmente com o Governo Federal e Entidades Internacionais.
Netto
gauthierrsp@gmail.com
O que você faz para contribuir com a preservação ambiental? Qual é a sua colaboração pessoal com a sustentabilidade?
Sou um formador de opinião na minha comunidade e no meio musical em que atuo, o hip hop. A minha contribuição vai da minha ação pessoal a diálogos com o Professor Leonardo Boff e discussões sobre a “Carta da Terra” que uso como temas ou norteadora das minhas letras e das falas em palestras, apresentações e no corpo a corpo com a comunidade.
Nathalia Figueiredo
Nathalia.figueiredo@yahoo.com.br
A questão central abordada está diretamente relacionada ao campo de ação. Como foi dito na palestra, esta transformação de paradigma na sociedade ocorre em processo lento em relação às conseqüências vividas hoje das mudanças ambientais. A pergunta é: essa transformação vai conseguir seguir o mesmo ritmo que as transformações de desequilíbrio ecológico sentido com maior freqüência hoje?
Ainda não sabemos. Esta claro que a informação é veículo motriz desse objetivo. Os princípios da “Carta da Terra” têm que ser amplamente divulgados, conhecidos e percebidos na sua complexidade. A população tem que ser informada/alertada e convencida que a relação ser humano/planeta chegou a uma escala de desrespeito por parte do primeiro agente, que não tem mais condição de se sustentar. Vejo esse caminho como excepcional.
Raphael Vieira Pires
rapharlee@gmail.com
PUC Minas
O que você acha da idéia de que uma democracia realmente livre e igualitária só pode acontecer sem representantes e sem a presença de líderes?
Acho utopia. O ser humano é diferente na sua essência, alguns vão se destacar mais que os outros, em diferentes campos do conhecimento e da ação na sociedade e se tornarem referências, lideranças. A igualdade não é um conceito aplicado física e sim socialmente. Daí, creio que o devemos buscar é uma sociedade justa, que dê oportunidade de acesso e acessibilidade a todos e a todas, respeitando essa diversidade.
Johane Gonçalves
e-mail johanes@vivax.com.br
“A favela é uma oportunidade” Você GOG enxergou desta maneira a favela já que as oportunidades do mundo “civilizado” não te foram dadas?
Creio que as oportunidades do mundo civilizado não foram disponibilizadas.
A favela é mais que um espaço físico e social, é também um espaço mental, de pensamento. Esse sim imposto, e exposto aos quatro cantos e aos próprios habitantes de forma preconceituosa, pejorativa. Por isso, os habitantes dos guetos, as minorias, devem sempre ter em mente que status social, habitacional, e etc, não podem ser fatores determinantes d sustentabilidade humana.
Devemos sempre prezar, pela coletividade, respeito mútuo, e é claro a diversidade de pensamentos.
Fabiana Dupont
email: dupontfabi@gmail.com
O Tao do Consumo
Como conciliar o patrocínio de empresas não sustentáveis ou até poluidoras em eventos ambientais ou ONGs de âmbito ambiental ou social?
Elas passam nesses eventos a imagem de empresas comprometidas, mas o objetivo final é comercial.
É ético aceitar o dinheiro delas? Quem promoverá realmente a redução do consumo?
Eu, pessoalmente, vejo com uma contradição, e quando se fala em estratégia, um erro muito grande e elementar.
A questão é que a todo momento somos empurrados para uma “relação política”, de não enfrentamento, de diálogo e de conciliação com os nossos detratores.
Se observarmos, na maioria das vezes o fiel da balança é o poder econômico imposto por estes é que acaba falando mais alto diante da fragilidade, dificuldade financeira. Infelizmente, empresas não sustentáveis, poluidoras física e mentalmente conseguem manter-se no mercado e nas relações, digamos, com a cara de “bom(a) moço(a).
A auto-gestão e a escolha de parcerias é uma estratégia que tem que ser melhor trabalhada nos eventos de âmbito social e ambiental.
Escrito por forumblog em julho 27, 2010 | Sem Comentários
Gabriela Azevedo
e-mail gabi.azevedo@gmail.com
- Como você lida com a interferência dos pais nos métodos de educação utilizado na Casa do Zezinho?
Temos uma aproximação bastante grande com as famílias hoje em dia. Foi (e continua sendo) um trabalho de conquista constante (pois sempre há crianças novas) e também pedagógico, para que compreendam a importância do trabalho que fazemos com as crianças e jovens, seus filhos.
Trabalhamos também com grupos de mães (oficinas de geração de renda), e atuando na comunidade diretamente, contribuindo para a solução de problemas e dificuldades. Nossa credibilidade é grande, e somos um ponto de referência, apoio e segurança para eles.
- Como você lida com o tráfico (traficantes)? Já aconteceu algum problema ou interferência no seu trabalho devido a isso?
A Casa do Zezinho é muito respeitada pelo tráfico da região. Não nos aproximamos dele, mas a atitude é realmente de muito respeito. As crianças que estão aqui estão, também são respeitadas por eles.
Célia
- Se tivesse que pedir algo hoje, o que seria?
Divulgação do nosso trabalho, para ter mais parcerias e poder expandir o trabalho.
- O que falta para continuar expandindo?
Recursos financeiros para multiplicar o nosso modelo de educação para o desenvolvimento humano, para construir mais Casas do Zezinho.
- Como podemos ajudar e participar de sonho com vocês?
De muitas maneiras. Com doações de toda espécie: dinheiro, roupas, móveis, brinquedos, tempo e trabalho voluntário.
Rafael Pinheiro AIESEC Basel (Suíça)
- Como funciona o financiamento da Casa do Zezinho?
Temos muitas parcerias, com empresas principalmente; temos um valor mensal que vem de associados; temos parcerias com o governo municipal (projetos patrocinados por empresas através do FUMCAD e convênio para 15% dos Zezinhos); parcerias através da Lei Rouanet e Lei Mendonça; recebemos doações de associações de fora do Brasil (Alemanha e Suíça); fazemos eventos para conseguir completar o recurso necessário para o funcionamento da casa toda.
Simone Santos – Petrobras
- Existe articulação da Casa do Zezinho com o poder público, patrocínio?
Temos parcerias com o governo municipal (projetos patrocinados por empresas através do FUMCAD e convênio para 15% dos Zezinhos); parcerias através da Lei Rouanet e Lei Mendonça (Leis de Incentivo Fiscal).
- Ouvir a comunidade para tratar das questões relevantes é importante, qual a metodologia adotada?
É muito importante. Usamos a mesma pedagogia que com as crianças, ou seja, trabalhar para o desenvolvimento humano contribuindo para a conquista da autonomia de pensamento e de ação de cada indivíduo, estabelecendo sempre vínculos afetivos.
Heieno Máximo/ auditor
- Você não acha que os educadores deste país, além de estar transferindo responsabilidades, estão perdendo também o domínio das situações (talvez por desanimo, desinteresse, falta de apoio por parte de nossos governos e/ou mesmo por preguiça ou incompetência de gestões)?
Concordo, e acredito que quem transfere responsabilidades , mais do que os educadores, é o próprio governo.
Anônimo
10. O que você acha da ação do prefeito Eduardo Paes de pacificação das favelas?
A pacificação das favelas, no Rio ou em qualquer outra cidade do Brasil, passa necessariamente pela melhoria das condições de vida da população, por uma educação de mais qualidade, transporte melhor, saúde atendida, saneamento básico, etc, etc, ou seja, tudo aquilo que os governos, sejam de que partido forem, deixam de fazer há 500 anos no Brasil.
Leda
11. Entendo como projeto de desenvolvimento pessoal e social a construção da mudança de relação da criança / jovem consigo mesmo, com o outro e com o ambiente em que está inserido. Como a Casa do Zezinho procura alcançar este objetivo? Quais ferramentas?
Principalmente a partir da arte, que consideramos ser a chave que abre as múltiplas portas que cada ser humano tem.
Mauro Fernandes
email intercambio@recicloteca.org.br
Ecomarapendi
12. Como a sustentabilidade chega até as comunidades? A terra chorou e derrubou o Morro do Bumba. Culpa do lixo!
A sustentabilidade só pode existir a partir da formação de multiplicadores para as ações e atitudes que consideramos importantes, conseqüentes e que olham para qualquer espaço do planeta como sendo a nossa casa (a casa coletiva, de todos os seres vivos).
13. Existem movimentos de reciclagem de lixo junto aos mais carentes? Funciona ou funcionará?
Até agora, aqui em São Paulo, não funciona. Acreditamos que é possível, e por isso não desistimos.
Erica Sepuweda – Recicloteca
14. De onde vem (veio) o recurso inicial para alugar o espaço para a biblioteca, a Casa do Zezinho? A alimentação para as crianças? Acho importantes saber para termos uma idéia de como começar.
No começo não tínhamos recurso nenhum. Tínhamos (e continuamos tendo) um sonho e a vontade de fazer. E fomos, no início, improvisando e conquistando sempre mais pessoas para partilhar do sonho e torná-lo possível.
Marianne Costa
marianne@raizes.tur.br
Raízes Turismo e Desenv. Local
15. Temos um grande desafio de mobilizar a massa. Na prática, como conseguir a adesão da população para ampliarmos o diálogo e partirmos para a prática?
Acredito que só se mobiliza as pessoas com a prática, e quando elas acreditam e podem ver resultados que consideram bons.
16. Por que vamos sair daqui e encontrar uma dona de casa lavando a calçada com a mangueira. Como mudar isso?
É um trabalho de formiguinha a conscientização e o desenvolvimento das pessoas… Se o sonho for verdadeiro, você consegue.
Fabiana Dupont
email: dupontfabi@gmail.com
O Tao do Consumo
17. Como conciliar o patrocínio de empresas não sustentáveis ou até poluidoras em eventos ambientais ou ONGs de âmbito ambiental ou social?
Trabalhando para que um dia elas possam ver as coisas de modo diferente, e agir nesse sentido.
18. Elas passam nesses eventos a imagem de empresas comprometidas, mas o objetivo final é comercial. É ético aceitar o dinheiro delas?
Se as intenções são claras a conversa fica mais honesta.
19. Quem promoverá realmente a redução do consumo?
Acreditamos que isso seja possível, por isso continuamos nosso trabalho.
Elaine Blanco
elaineblano.teljan@petrobras.com.br
Petrobrás
20. Houve alguma represália do trafico? Se sim, como foi solucionado? Em relação a implementação do projeto.
Nunca houve represália. A Casa do Zezinho é muito respeitada pelo tráfico da região. Não nos aproximamos dele, mas a atitude é realmente de muito respeito. As crianças que estão aqui estão, também são respeitadas por eles.
Elaine Blanco
elaineblano.teljan@petrobras.com.br
Petrobrás
21. Qual o melhor caminho para uma empresa inserir um projeto em uma comunidade onde o tráfico possui um grande poder?
Se for um projeto com intenções claras e consistentes, e o projeto conquistar credibilidade, é possível.
Carla Sardinha
siebracarla@gmail.com
UFRJ – Estudante de Psicologia
22. Durante a palestra foi dito que para um projeto social engajado é necessário o fugir da “receita do bolo pronto” e abrir uma comunicação direta com a comunidade para sair sua realidade e seus interesses, mas será que aquilo pelo qual a comunidade se interessa (ter um tênis Nike, trabalhar na Globo, ser rico) não é formado por um modelo de vida difundido pela cultura capitalista? Qual seria a saída, visto que o sistema capitalista se mostra incondizente com um modelo de vida sustentável e igualitário?
Mostrar a possibilidade de outros sonhos, partindo dos desejos e interesses que existem, trazendo informação para a possibilidade de escolha.
Gisele / Vivianne
vivibem@gmail.com
23. O que você acha da devastação da mata nativa que ocorre com a instalação das favelas?
É muito perigosa para a saúde das pessoas e do planeta, como qualquer devastação.
Gisele / Vivianne
leite.gisele@gmail.com
24. O que você acha do controle da natalidade através do planejamento familiar e como isso pode ser feito em nosso país?
Com o esclarecimento e a informação para as pessoas que não a tem.
Álvaro Souza
agenteambientalass@yahoo.com.br
Secretaria Municipal de Meio Ambiente
25. Fale um pouco mais sobre o trabalho com os pais dessas crianças. Como conquistá-los para que as crianças tenham um melhor desenvolvimento?
Temos uma aproximação bastante grande com as famílias hoje em dia. Foi (e continua sendo) um trabalho de conquista constante (pois sempre há crianças novas) e também pedagógico, para que compreendam a importância do trabalho que fazemos com as crianças e jovens, seus filhos.
Trabalhamos também com grupos de mães (oficinas de geração de renda), e atuando na comunidade diretamente, contribuindo para a solução de problemas e dificuldades. Nossa credibilidade é grande, e somos um ponto de referência, apoio e segurança para eles.
26. Sou educador ambiental e percebo a agressividade das crianças e eles agem como se ser agressivo fosse uma atitude normal.
Para crianças que vivem em condições tão difíceis e agressivas, com tantas necessidades não satisfeitas, se não houver agressividade elas não sobrevivem. É a perversa seleção natural. Entretanto, podemos mostrar que existem caminhos construtivos para essa agressividade, fazendo com que ela se modifique em força e garra para a vida.
Inayá
27. Como são preparados os seus educadores para resolverem as questões que aparecem diariamente, resultado do meio onde vivem estes jovens?
Além de formação continuada (rodas de formação, leituras e palestras com debates), existem reuniões semanais e, se houver necessidade, até diárias, para solucionar as questões e problemas que surgem. Consideramos que todas as questões são urgentes, e não podemos perder tempo ou demorar para buscar soluções. Por isso dizemos que nossa pedagogia é também “pedagodia”. A preparação principal e mais importante é no dia a dia, no contato direto com as crianças.
Clara Rosa Werner
clarawerner@openlink.com.br
Colégio Eduardo Guimarães
28. Fiquei emocionada e maravilhada com sua fala. Parabéns. Gostaria de saber mais sobre a Pedagogia do Arco Iris.
Obrigada! Nosso site mostra bastante sobre ela: www.casadozezinho.org.br . Existe também o livro Pedagogia do Cuidado, da Editora Vozes, escrito por mim, Dagmar Garropux, e por Celso Antunes.
Elizio Costa
29. Estamos em ano eleitoral. Neste período candidatos aparecem prometendo soluções e melhorias nas comunidades. Como você convive com essa situação de conscientização das comunidades?
Na Casa do Zezinho não fazemos campanha nem aceitamos candidatos que venham nos procurar para chegar até as comunidades ou para elaborar programas com o nosso apoio ou nosso conhecimento.
Celia
30. Parabéns pelo o seu trabalho. Se tivesse que pedir algo hoje, o que seria? O que falta para continuar expandindo a Casa do Zezinho?
Divulgação do nosso trabalho, para ter mais parcerias e poder expandir o trabalho.
Para continuar expandindo são necessários recursos financeiros para multiplicar o nosso modelo de educação para o desenvolvimento humano, para construir mais Casas do Zezinho.
Autor desconhecido
31. Qual é a coisa mais importante que você ensina aos seus Zezinhos? Parabéns pelo seu trabalho. Gwen
Obrigada! A coisa mais importante é acreditar em si próprio, em seu próprio sonho. E sempre com amor.
Escrito por forumblog em julho 6, 2010 | Sem Comentários
1.Se cada um fizer a separação do seu lixo, isso acabaria com a função dos catadores, como já ocorreu em alguns países da Europa? (Mayara Iritz/ mayiritz@yahoo.com.br)
O catador é o agente da coleta seletiva, em respeito as 5 décadas de trabalho sem receber o valor merecido, pois Coleta Seletiva sem Catador de Lixo. Que vale um sistema de coleta seletiva onde o profissional Catador de Material Reciclado que há 50 anos exerce esta função, quando nem se falava em sustentabilidade o Catador já a praticava.
Lembro que a coleta seletiva deve ser uma política pública, ou seja constar na lei Orgânica do Município, e constar que o Catador é o Profissional da Coleta Seletiva, pagar por este serviço prestado pelo mesmo através das Cooperativas.
2. Existem soluções sendo implementadasincluindo catadores na cadeia da reciclagem, mas os desafios ainda são grandes. Que modelos você acha que dão certo, e quais são os principais desafios a serem superados? (Liziane Silva/ liziane.silva@gmail.com)
Em Diadema (São Paulo), Curitiba (Paraná) e Mesquita (Rio de Janeiro), temos um modelos muito interessantes, mas ideal seria leviano dizer que exista, pois estamos falando de mudanças de práticas exercidas a Décadas ou Século. Temos que exercer a cidadania para fazer da Coleta Seletiva um Política Pública de Inclusão Social, de Mitigação de Gases de Efeito Estufa, de Geração de Trabalho e Renda e de Preservação do Meio Ambiente.
3. Se Gramacho está com 52m de lixo acima do nível do mar e sabemos que lixo geral energia, qual a dificuldade em transformar esse “novo bumba” em energia e evitar uma nova tragédia? (Yael Hoffenreich/ yael76@gmail.com)
Este processo esta ocorrendo, não tão rápido quanto sua urgência. Pois a falta de proposta concreta para resolver o Impacto Social que são os mais de 2000 Catadores que diretamente ficaram desempregado com o fechamentos do Aterro de Jardim Gramacho, e o Ambiental que o Aterro fez no Bairro, pois a comunidade de Jardim Gramacho é um Grande Bolsão de Misérias, falta Políticas Públicas nas áreas de Saúde, Habitação, Educação e Geração de Trabalho e Renda, mais uma vez a coleta seletiva tem que ser uma política públicas pois o que não faltam são argumentos, que vão desde do social, ambiental e financeiro. O Brasil perde milhões por não tratar seus resíduos corretamente.
4. Estive vendo o processo de reciclagem das empresas e shoppings e eles fazem a coletagem, mas apenas para a platéia. Pois colocam a lixeira separando o lino e na hora de jogar fora, lá dentro, mistura tudo. Mas os gestores alegam que não há estrutura para receber o lixo. Como está esta estrutura de reciclagem no Rio? (Autor desconhecido)
Falta incentivos tanto para Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis, quanto para as Empresas Recicladoras, pois empresas não se instalam por falta de incentivos, o material reciclado é bitributado, quando vc compra uma latinha de refrigerante, pote de shampoo ou caixa de bombom, vc paga impostos sobre a embalagem quando estas embalagens são destinadas a reciclagem, as Cooperativas pagam 12% de ICMS, sem contar outros impostos;
5. Qual a sua sugestão de como podemos incentivar os catadores? (Autor desconhecido)
Valorizando e Respeitando o nosso Trabalho.
E fazendo da coleta seletiva uma política pública.
6. Como falar de consumo consciente para uma população que começa a sentir o poder de compra? (Juliana Silva)
Implementando medidas socioeducativas, como educação ambiental nas escolas, incentivando a logística reversa e a reciclagem dos materiais recicláveis, o reaproveitamento e o respeito pelo profissional catador de materiais recicláveis.
7. Se os catadores de lixo fossem considerados enquanto profissionais, poderiam contribuir mais em termos de sustentabilidade? (Paulo Henrique/ Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
Primeiramente somos catadores e materiais recicláveis, e não catadores de lixo, pois “lixo” e algo que não tem valor material reciclado sim.
Respondendo sua pergunta, a Sustentabilidade é um responsabilidade de todos independente qual seja sua profissão. Mas valorizar o Catador pelo seu indispensável serviço prestado a sociedade, acho que isso contribui para Sustentabilidade.
8. Qual é o processo mais eficiente que já foi criado para reduzir a quantidade de lixo no mundo? Funcionou? É bastante utilizado e difundido para outros países? (Giovanna Ferreira/ Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
Temos muitos processo, eficientes, mas temos que lembrar cada um com características muitos diferentes, pois cada país trata seus resíduos, baseado no seus níveis sociais, culturais e financeiros.
9. A redução do consumo é o 1º passo para a responsabilidade dos cidadãos,porém fazer a coleta seletiva também é importante, mas esbarramos em alguns problemas :
- O lixo residencial acaba sendo novamente misturado na hora da coleta da Comlurb;
O lixo separados só é coleto pelas cooperativas a partir de grandes quantidades.pois não é financeiramente viável. (Bruno Loureiro/ bbrunolk@gmail.com)
Você tem razão Bruno, pois a coleta seletiva ainda é tratada como projeto.
Quanto deveria ser tratada como uma Política Pública, os motivos já mencionei nas minhas respostas anterior.
Escrito por forumblog em julho 6, 2010 | Sem Comentários
1.Vera, você enxerga aplicações do conceito de negócios sociais à medicina no Brasil de hoje? Como? (Juliano Campos – ITA)
A metodologia da Saúde Criança – que é um novo enfoque para a saúde de forma mais integral e abrangente, portanto mais eficiente – já está no caminho do autossustento e será a médio prazo um negócio social para benefício de milhares.
2.Você fala bastante de sermos agentes de mudança. Na sua opinião, quais são as ações do jovem estudante que estão hoje, realmente impactando positivamente na soiedade? O que o jovem pode fazer para isso? (Grupo AIESEC Riberão Preto/ veronicosta@hotmail.com)
Acho que o jovem antes de tudo tem que sentir a necessidade de ser um agente de mudança, tem que partir do coração essa necessidade .
A partir daí terá que se informar. Um bom começo é entrar em contato com a Ashoka, Instituição global que apóia empreendedores sociais.
www. Ashoka.org
3.Como conciliar o patrocínio de empresas não sustentáveis ou até poluidoras em eventos ambientais ou ONGs de âmbito ambiental ou social? Elas passam nesses eventos a imagem de empresas comprometidas, mas o objetivo final é comercial. É ético aceitar o dinheiro delas? Quem promoverá realmente a redução do consumo? (Fabiana Dupont/ dupontfabi@gmail.com/ O Tao do Consumo)
Ótima pergunta. Concordo plenamente com você. Para transformar o planeta temos que nos associar com empresas éticas e socialmente responsáveis.
Acredito que nosso papel também é o de mostrar para as poluidoras não-éticas que o mundo já está mudando, e que até economicamente será difícil se sustentarem no futuro se não transformarem sua cultura.
4.Culturalmente os nossos governantes nunca valorizaram a educação e a saúde, como mudar essa mentalidade para o alcance da sustentabilidade?
“Com educação e saúde o ser humano pode questionar e buscar uma vida melhor” (José Loureiro (Zeco)/ zecorj@bol.com.br)
Acredito que quanto mais organizada uma sociedade civil for – através de organizações sociais, associações de moradores, grupos religiosos éticos, entre outras formas de organização – mais forte e vital essa sociedade e seus cidadãos se tornam. Assim teremos um poder político de reivindicação muito maior junto a nossos governantes, comparado com sociedades onde não existe a energia empreendedora de seus cidadãos, para que invistam de verdade na saúde e na educação. Esse é o grande poder da sociedade civil que se organiza.
5.Como contribuir para que a inclusão em saúde seja bem sucedida? O projeto se refere apenas a iniciativa pública ou a iniciativa privada também irá contribuir? (Lucas Caran/ Colégio Santa Lúcia Filippini)
A Associação Saúde Criança não tem recursos públicos, serve a crianças e famílias que vivem abaixo da linha da pobreza, oriundas de um hospital público com recursos privados e de empresas e Instituições nacionais e internacionais.
Nosso desafio é de que cada hospital público nesse país tenha uma instituição
Saúde Criança. Até hoje já transformamos a vida de 36.000 pessoas.
Para mais informações: www.saúdecrianca.org.br
6.Como firmar no jovem a consciência de sustentabilidade sendo que eles se contram perdidos, conforme você disse. (Prof. Francisco Bina/ FACISA)
Acho fundamental que novos ensinamentos estejam nas escolas, universidades em todo país e no mundo. Nas escolas recebemos muitas informações, porém quase nada é revelado ao jovem para seu próprio autoconhecimento. Sem isso é impossível lhe dar estabilidade física emocional e espiritual, além de consciência de sustentabilidade.
7.Sabendo que o Brasil é um país com a melhor fonte energética, recursos minerais e naturias, uma economia forte e pessoas extremamente criativas (mas talvez com foco errado) como fazer que sejamos essa potência que todos dizem que o Brasil é? E como indivíduos podem forçar o governo a fazer melhor como fizeram os caras pintadas dos anos 80? (Adriana Boslov/Sulamerica Seguros)
O estímulo à criatividade, empreendedorismo, autoconhecimento, empatia, são básicos na educação das crianças e jovens, se quisermos ter um país saudável, solidário, mais justo socialmente no presente e sermos no futuro realmente uma potência.
Não acredito em forçar governo, isso acontece naturalmente quanto mais organizada e preparada está a sociedade civil.
8. Como está a possibilidade de se implantar a fitoterapia como complementar no tratamento de pacientes no Projeto Renascer? (Edna/ ednafernando@infolink.com.br/Educação Gaia)
Nossa Associação que se chamava Renascer agora se chama Saúde Criança.
A implantação da fitoterapia seria muito bem-vinda, desde que iniciada de forma planejada e organizada.
9. A classe média vivencia sérios problemas e, por possuir recursos materiais, raramente é alvo de projetos “sociais”. Você conhecem algum caso interessante onde estas pessoas participam? E reconhecem a importância de incluir a classe média como público alvo destas ações? (Ana Costa)
No caso da Associação Saúde Criança, a classe média tem participado intensamente como voluntária, muitas vezes se tornando funcionária. O benefício de trabalhar como voluntário ou funcionário em Associações Saúde Criança é indescritível.
Veja nosso site: www.saúdecrianca.org.br
10. Como a senhora avalia a eficiência do PSF na prevenção de internações e no aumento da qualidade da saúde de uma comunidade? (Felipe Faure/ IME)
Tanto o Programa de Saúde da Família, quanto agentes comunitários são atribuições do governo municipal. Como não trabalho no governo, não acompanho a efetividade desses trabalhos.
11. Quais seriam os primeiro passos a se tomar para tornar o negócio social em medicina (como a senhora descreve u) uma realidade? (Caio Braz/ Ita)
Acho que a Associação Saúde Criança, que trabalha a saúde de forma integral, está no caminho de se tornar uma empresa social.
Visite nosso site: www.saudecrianca.org.br
12. Como a senhora vê a eficiência do PSF? (Felipe Faure)
Como expliquei anteriormente a você, tanto o Programa de Saúde da Família, quanto agentes comunitários são atribuições do governo municipal. Por não trabalhar no governo, não acompanho a efetividade desses trabalhos.
13.Como você fará o negócio social da Associação Saúde Criança, o Anzol, crescer?
Como funcionará esse crescimento? (Autor desconhecido)
Esse é um grande desafio. Estamos mudando nosso site para vendermos também pela internet. Além disso pensamos em multiplicar o número de quiosques em shoppings, vendendo produtos Saúde Criança.
14. Sabemos que todos os temas pautados não são novidades, a sociedade e as empresas ajudam e muito, quem deveria e tem por obrigação são os nossos governantes que não usam sabiamente as devidas verbas em educação e saúde, segurança,, para que sejamos uma nação desenvolvida e que possa proporcionar uma riqueza social, vocês concordam? Ou estamos sendo demagogos com o que está ocorrendo? (Teresina Gomes – Mãe do aluno Hermani/Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
Concordo que, assim como a sociedade civil tem um poder e um papel a representar, o governo tem que melhorar muito os seus serviços.
Nós estamos dentro do nosso alcance contribuindo para isso. Por exemplo, inspiramos o governo da cidade de Belo Horizonte a usar nossa metodologia, que segundo o Professor Yunus ”é uma poderosa metodologia de inclusão dos mais pobres”. Outros governos municipais já estão querendo implantar em breve essa metodologia.
15. O fato de ter sido difundido que alguns pesquisadores estadunidenses vieram para o Brasil investigar e compreender como funciona o SUS não maquiou a situação real da realidade da saúde pública no Brasil ao evidenciar apenas aspectos positivos? A falta de hospitais e de médicos ainda é um problema, por que o governo não investe o suficiente em saúde? (Danilo Kovacs/ Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
Ao longo de nossa história inúmeros governos não investiram o necessário em saúde e educação. Eu e outros profissionais da área de saúde do Hospital da Lagoa nos indignamos com a situação precária em que viviam crianças lá internadas e fundamos em 1991 a Associação Saúde Criança, que já serviu de inspiração para o governo de Belo Horizonte, cuja prefeitura adotou a nossa metodologia como política pública. Outros municípios farão o mesmo em breve, caso do Rio de janeiro. Espero que melhore a saúde de muitos!
16. A inclusão social via saúde pode influenciar nos estudos e/ou conhecimentos na escola ou como a escola pode contribuir para isso? (Gabriel Araújo/ Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
A inclusão social via saúde pode influenciar muito nos estudos, pois sem saúde não há possibilidade de aprendizado individual e familiar.
Acho que a escola no futuro se beneficiará do uso da nossa metodologia, de nosso Plano de Ação Familiar, pois saúde e educação são inseparáveis.
Escrito por forumblog em julho 6, 2010 | Sem Comentários
1.Porque depois de um evento externo como terremotos, não se começa a reconstrução social dentro de um novo modelo de desenvolvimento e sustentabilidade (arquitetura, economia, relações sociais)?
Em casos de desastres naturais como terremotos, por exemplo, a ONU costuma desenvolver um importante trabalho de ajuda humanitária e reconstrução dos países. Um bom exemplo disso é a assistência dada este ano pelas Nações Unidas, com destaque especial para o papel do Brasil, ao Haiti, após o terremoto que matou cerca de 200 mil pessoas. A reconstrução dentro de um novo modelo de desenvolvimento e sustentabilidade é uma meta que deve ser perseguida nesses casos, pois a devastação ambiental é muito grande e só com um esforço conjunto dos diferentes setores da sociedade e do governo é possível resgatar a qualidade de vida em ambientes assim. No caso do Haiti, segundo o Pnuma, a situação é muito grave porque, além dos impactos causados pelo terremoto, o País tem os maiores índices de desmatamento da América Latina e Caribe.
2.Como conciliar o patrocínio de empresas não sustentáveis ou até poluidoras em eventos ambientais ou ONGs de âmbito ambiental ou social? Elas passam nesses eventos a imagem de empresas comprometidas, mas o objetivo final é comercial. É ético aceitar o dinheiro delas? Quem promoverá realmente a redução do consumo? (Fabiana Dupont/dupontfabi@gmail.com/O Tao do Consumo)
A adoção da responsabilidade social e de práticas sustentáveis na gestão empresarial é a cada dia mais importante em um mundo preocupado com o futuro das próximas gerações e do planeta. É quase uma exigência que as empresas mudem seus padrões de produção e assumam uma relação ética com o meio ambiente, diminuindo a exploração dos recursos naturais, e com seus clientes, que estão mais conscientes e exigentes. Por isso mesmo, acho que tantas empresas que causam algum impacto ambiental em suas atividades têm procurado participar de eventos ambientais. É uma maneira de demonstrar que, mesmo minimamente, elas estão preocupadas em compensar, de alguma forma, os danos ao meio ambiente. Acredito também que, ao participarem de eventos na área de meio ambiente, elas acabam procurando maneiras de ser mais coerentes com os princípios da sustentabilidade, o que é um importante passo. Mas para se mudar o atual modelo de desenvolvimento, todos nós – sociedade, empresas e governos – precisamos alterar radicalmente nossos padrões de consumo. E nossos hábitos terão um grande poder de mudar as empresas e indústrias.
Escrito por forumblog em julho 5, 2010 | Sem Comentários
1. Qual a visão do Banco do Brasil em relação à rastreabilidade da pegada ecológica causada por seus empréstimos? (Flávio Farre)
Nossa Agenda 21 preconiza que o Banco do Brasil adota e adotará as melhores práticas de mercado visando analisar as cadeias produtivas que financia e financiará os projetos econômicos que sob a perspectiva socioambiental representam melhor retorno.
Adicionalmente, desde 2008 o Banco do Brasil implementa o Protocolo dos Bancos Públicos pela Responsabilidade Socioambiental, assinado em conjunto com os outros bancos e junto ao Ministério do Meio Ambiente, onde se comprometeu a melhorar seus sistemas de análise de crédito, de eficiência no uso de recursos e está desenvolvendo ferramentas para identificar riscos socioambientais das empresas que financia.
A pegada ecológica dos empréstimos realizados ainda é uma visão de futuro do BB, que dependerá da articulação do Estado, de entidades sem fins lucrativos e do próprio setor financeiro, que tem caminhado para o desenvolvimento de ferramentas comuns para análise de clientes sob o ponto de vista socioambiental.
2. Sabendo que o Brasil é um país com a melhor fonte energética, recursos minerais e naturias, uma economia forte e pessoas extremamente criativas (mas talvez com foco errado) como fazer que sejamos essa potência que todos dizem que o Brasil é? (Adriana Boslov/ Sulamerica Seguros)
Desenvolvimento é um processo de longo prazo. Envolve, além de uma economia crescendo a taxas suficientes para incorporar as pessoas aos processos produtivos, educação, saúde, previdência, segurança e infraestrutura produtiva, que em geral envolvem políticas, programas, planos e projetos que devem ser desenvolvidos a longo prazo.
O Brasil tem tudo para passar os próximos 20 anos crescendo economicamente e investindo em políticas públicas de qualidade que certamente melhorarão a qualidade de vida da sua população. A expansão de crédito, ação que o BB tem efetuado nos últimos anos, é um dos pilares que possibilita as pessoas realizar seus sonhos e serem empreendedoras.
A base para nosso futuro é essa: Economia forte e expandindo, políticas públicas de qualidade gerando distribuição de renda e empreendedorismo, gerando empregos.
E como indivíduos podem forçar o governo a fazer melhor como fizeram os caras pintadas dos anos 80?
As empresas e governos são cada vez mais obrigados pela sociedade a prestar contas das suas atividades à população. É importante que as instituições democráticas sejam reforçadas, que as políticas e gastos públicos sejam fiscalizados e que esta fiscalização resulte em melhores políticas públicas. A pressão da sociedade sobre as empresas age como forma de direcionar esforços para reduzir possíveis riscos de imagem e risco legal. Uma sociedade civil forte e organizada é pré condição para que o governo e empresas ajustem seus processos produtivos e entreguem melhores produtos da sua atuação.
3. O Banco do Brasil possui controles internos fortes para evitar o financiamento de atividades insustentáveis, como ocorreu com o BNDES, que financiou frigoríficos em áreas protegidas, como bem pontuou André Trigueiro aqui ontem? (Heder/ hlsantanap@hotmail.com/ UFRJ)
Sim, o Banco do Brasil tem controles internos fortes e metodologias conservadoras para análise do crédito. Aderiu à moratória da soja na Amazônia, acompanha diariamente o cadastro de empregadores autuados por trabalho escravo no ministério do Trabalho e Emprego e tem uma política de crédito cuja preocupação central é a de exigir plena conformidade legal de quem solicita seus empréstimos e financiamentos.
4. Que acha de não emprestar às empresas que poluam? Que não respeitam recursos humanos? Ou emprestar só se essas empresas tiverem planos para melhorar? (Françoise)
Em relação a esta questão, acreditamos que o Banco do Brasil pode atuar como gerador de mudanças em processos produtivos e fomentador da economia verde. Ao invés de não emprestar, negociar melhorias em seus processos produtivos, exigir a conformidade legal e financiar as melhores práticas de mercado.
Um exemplo claro é que o Banco do Brasil não financia pessoas físicas ou jurídicas que tenham sido autuadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego por trabalho escravo.
Um outro ponto é que para os empreendimentos com alto grau de impacto ambiental o Banco do Brasil exige acompanhamento por auditoria independente da conformidade com os Princípios do Equador e com a legislação ambiental, social, de patrimônio histórico e artístico nacional e com a política indigenista do país, bem como das exigências trabalhistas.
É de ressaltar também que já trabalhamos com linhas de crédito específicas para Agricultura Orgânica, carros mais eficientes, plantação de florestas, sistemas agroflorestais e com linhas específicas para recuperação de propriedades com passivos ambientais.
É preciso evoluir, mas o Banco do Brasil tem sido parte de diversos fóruns de discussão empresariais que preconizam a sustentabilidade nos negócios.
5. Como o Banco do Brasil tem incentivado os seus fornecedores a praticarem a sustetnabilidade? Há prioridade para a contratação de produtos/serviços sustentáveis? O Banco incentiva através do crédito novas micro e pequenas empresas a fornecerem para o próprio banco? (Marcelo Faria/ marcelo.faria@imrvesquita.com/ IMR)
O Banco do Brasil tem incluído em seus processos licitatórios itens que remetem à necessidade de processos produtivos limpos. É claro que temos que avançar, bem como a sociedade brasileira, que precisa adotar a sustentabilidade como questão fundamental e estratégica para o futuro do país.
Quanto às micro e pequenas empresas, boa parte das compras feitas pelo Banco do Brasil é descentralizada e gera atividades econômicas nos locais onde temos pontos de atendimento da empresa.
6. Qual a responsabilidade do BB com a utilização do crédito emprestado? Existem critérios relacionados à sustentabilidade para empréstimo para grandes produtores rurais, por exemplo? (Fernando Fiores/ AIESEC)
A Política de Crédito do Banco do Brasil é conservadora e visa reduzir riscos. Os riscos de imagem, de crédito e legal do Banco do Brasil são grandes em caso de financiamento de pessoas físicas e jurídicas que não estão em conformidade legal. Desta forma, o patamar mínimo de trabalho do BB está na conformidade legal plena, que é exigida para os projetos de investimento, por exemplo, e para grandes projetos de infraestrutura.
Quanto aos critérios de sustentabilidade, o Banco do Brasil aderiu a diversos fóruns de discussão sobre critérios de sustentabilidade de diversas cadeias produtivas. Citamos, por exemplo, a Iniciativa da Soja Responsável, o Fórum Amazônia Sustentável, o Fórum de Mudanças Climáticas, dentre outros, que seguramente resultarão em negociação de critérios de sustentabilidade aceitos pela sociedade e pelo setor produtivo.
7. A classe média vivencia sérios problemas e, por possuir recursos materiais, raramente é alvo de projetos “sociais”. Você conhecem algum caso interessante onde estas pessoas participam? E reconhecem a importância de incluir a classe média como público alvo destas ações? (Ana Costa)
O Banco do Brasil lançou a iniciativa Água Brasil, em parceria com a Agência Nacional de Águas e com o WWF. A proposta é investir em projetos ambientais em diversas áreas do país cujo pano de fundo seja a qualidade ambiental.
Em diversos destes projetos, serão necessários parceiros locais com sensibilidade para o assunto, que possam atuar como agentes de transformação social local. Talvez muitos integrantes deste estrato da população possam participar das iniciativas.
8. Adriana Boscov/ Adriana.boscov@sulamerica.com.br/ Sulamerica Seguros
Como colocado pelo André Trigueiro, bancos deveriam analisar melhor a quem dão crédito. Coloco um desafio para os patrocinadores desse evento que são os principais patrocinadores da maioria dos eventos para pensarem no impacto desses eventos quanto ao lixo gerado. Há 2 semanas atrás o evento Red Bull Race deixou 23 toneladas de lixo no aterro do Flamengo para a Comlurb limpar! Usem esses eventos para educar a população a fazer o seu papel. Estamos aqui falando de Comunicação e Sustentabilidade. Usem a Comunicação como meio de educar.
Obrigado pela sugestão. Temos o Programa Interno de Ecoeficiência do BB que envolve a destinação correta dos resíduos gerados pela instituição e terá iniciativas de conscientização interna e externa.
Além disso, nossa área de comunicação e marketing tem investido em brindes com materiais sustentáveis e compensação das emissões geradas nos eventos patrocinados pelo BB.
9. Já que num primeiro momento havia sido abordado o crédito no Banco do Brasil no Nordeste , algumas pessoas que vivem em regiões afastadas, como nas áreas áridas do Sertão, têm dificuldade de chegar as metrópoles, pois não há transporte ou infraestrutura suficiente, e o investimento do Banco do Brasil? (Marcelo Vinicius Lins/ Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
O Banco do Brasil é o banco com maior número de pontos de atendimento no Brasil. Temos presença no semiárido com iniciativas que vão desde a construção de cisternas de placa até o financiamento da fruticultura irrigada.
Outro ponto estratégico para o Banco do Brasil é o investimento na estratégia de Desenvolvimento Regional Sustentável. Por meio desta estratégia, o Banco do Brasil atua desenvolvendo um trabalho de identificação de vocações regionais, elaboração de planos de negócio e mobilização das populações locais em prol do desenvolvimento da região. Dentre as várias iniciativas que podemos citar em regiões do semiárido, temos a cadeia produtiva da cajucultura e da mandiocultura, bem como a atuação tradicional no financiamento da caprinocultura na região.
10. Como o poder da informação pode gerar a mobilização para viabilizar o desenvolvimento social sustentável e como a vontade popular pode ajudar para que este desenvolvimento ocorra da melhor forma possível? E ainda: como a população terá acesso a todas essas informações? (Estudantes da Universidade Potiguar (UnP), de Natal/RN/ kalebstocco@hotmail.com)
O desenvolvimento de um país é um processo de longo prazo que envolve o desenvolvimento econômico e a implementação de políticas públicas de qualidade. Em países desenvolvidos, o que se observa é que a população passa a exigir mais das empresas e de seus produtos sob o ponto de vista do impacto social e ambiental à medida em que sua renda aumenta.
Sem dúvida as empresas tem um papel crucial a desempenhar no desenvolvimento sustentável do Brasil. Deve-se lembrar que as empresas respondem às demandas dos clientes e podem reposicionar-se com rapidez às novas demandas do mercado.
O papel do Banco do Brasil, neste caso, é financiar esta mudança produtiva, incluindo em sua atividade critérios de produção mais limpa, analisando o risco socioambiental e agindo como agente de transformação social em sua atividade fim.
O desenvolvimento de um país é um processo de longo prazo que envolve o desenvolvimento econômico e a implementação de políticas públicas de qualidade. Em países desenvolvidos, o que se observa é que a população passa a exigir mais das empresas e de seus produtos sob o ponto de vista do impacto social e ambiental à medida em que sua renda aumenta.
Sem dúvida as empresas tem um papel crucial a desempenhar no desenvolvimento sustentável do Brasil. Deve-se lembrar que as empresas respondem às demandas dos clientes e podem reposicionar-se com rapidez às novas demandas do mercado.
O papel do Banco do Brasil, neste caso, é financiar esta mudança produtiva, incluindo em sua atividade critérios de produção mais limpa, analisando o risco socioambiental e agindo como agente de transformação social em sua atividade fim.
Escrito por forumblog em junho 29, 2010 | Sem Comentários
Ferrez responde as perguntas feitas a ele no III Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade
1. Você acha que o desejo exagerado para consumir estimulado pelo sistema incita à criminalidade? (Daniel Franco)
Claro, quando você sente ausência de algo, tenta suprir isso, e é o que os muleque faz, tenta ir atrás do sonho prometido, a mídia fala; que não tem não é nada. só que todo mundo quer ser alguém.
2. Há ligação entre alta de sustentabilidade com a criminalidade nas comunidades? (Daniel Franco)
Claro, um sistema mais justo, mais sustentável é mais incluso, mais participativo, os sistemas vigentes só aumentam a diferença.
3. O capitalismo é um sistema predatório e na situação atual a sociedade mundial não tem condições de valorizar a economia acima do respeito ao meio ambiente. Com isso, o capitalismo não pode ser considerado ultrapassado ou inviável? (Valéria Parisotto/ Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
com certeza, tudo se calcula, as tragédias são calculadas não em fator humano, mas em negócios, quando temos uma tragédia climática a primeira coisa que se fala é de quanto será o prejuízo para o estado, para a bolsa de valores e por ai em diante, estamos perdendo a essência com a vida, o capitalismo faz isso por isso o apelido Capetalismo.
4. Além da reciclagem o que podemos fazer de maneira mais direta para amenizar os problemas causados por nós mesmos? (Victória Riciopo/ Colégio Santa Lúcia Filippini/ mcastro.unesp@gmail.com)
Criar empresas viáveis, que pensem em dar também não só tomar, outra coisa é todos nós colaborarmos, mas não essa coisa besta de lavar as mãos rápido ou tomar banho a milhão para economiza água, to falando de ajudar nos postos de saúde, ajudar a fazer cursos, orientar, coisas que realmente vão mudar vidas, isso falta muito, os profissionais não se empenham em dar, só querem entrar no mercado, quem quer mercado é mercadoria.
Escrito por forumblog em maio 26, 2010 | Sem Comentários
Primeiramente a Atitude Brasil gostaria de agradecer a todos que participaram do III Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, ele esteve repleto de pessoas interessadas e ansiosas por aprender, trocar idéias e refletir sobre a responsabilidade da comunicação na sustentabilidade e a melhor forma de comunicar o tema fundamental para o momento tão especial que a humanidade vive.
Foi extremamente importante para a Atitude Brasil contar com o apoio de todos vocês. Primeiro para que o evento acontecesse e depois para que atingisse seus objetivos.
Gostaríamos de agradecer especialmente aos Patrocinadores – Vale, Petrobras, Banco do Brasil, Brasilprev e Vivo – aos apoiadores e parceiros UNESCO, PNUD, UNIC Rio, GIFE, AIESEC, EcoD, TV Globo, TV Futura, MTV, Televisão Cultura, ISTOÉ, CBN, TV Brasil e Editora Trip, que acreditaram nessa iniciativa e, sobretudo, viabilizaram o III Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade.
Em breve as perguntas feitas aos palestrantes serão respondidas no blog. Os vídeos e fotos também estarão disponíveis.
Muito obrigada!! Não deixem de tirar suas dúvidas nas redes sociais ou por e-mail.
Atitude Brasil
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